“Cê Cê” OU “CC”

Hello amore! 

Você também tem percebido que as pessoas têm buscado cada vez mais  alternativas saudáveis de desodorantes, como forma de dar o primeiro passo na direção, de uma vida com mais saúde?

Eu tenho percebido muito esse movimento, e confesso que AMO, pois acredito que toda grande jornada acontece com alguns primeiros passos e pequenas mudanças de hábito.

A prova de que as pessoas estão mais atentas a essa questão é que, aqui nas buscas da internet, em especial no youtube, tem uma chuva de receitinhas caseiras que prometem substituir de vez o uso dos antitranspirantes contendo Alumínio, por opções mais saudáveis.

Mas hoje eu não vim contar sobre os perigos por trás dos antitranspirantes contendo Alumínio, mas sim sobre o “CC” ou “Cê Cê” ( já vi das duas formas).

Muito curiosa que sou, fui pesquisar o que era essa expressão tão usada por nós, e nada mais nada menos do que o “CC” significa Cheiro do Corpo, essa expressão foi criada pelo publicitário Rodolfo Lima Martensen, em uma campanha de sabonetes para a Unilever, em 1937. Na época o “CC”, assim como hoje, estava relacionado ao mau odor provocado pelo nosso corpo.

Na campanha da época, a promessa era um sabonete que combatia o mau cheiro provocado pelo corpo. Naquele tempo, as grandes indústrias de cosméticos, estavam com o objetivo de mudar a relação do consumidor através de novos produtos industrializados que eram capazes de substituir os odores naturais, pelo cheiro artificial e industrializado.

Até então o cheiro natural do corpo não ocupava lugar de destaque, mas a partir de algumas campanhas publicitárias, o que até então era uma coisa natural passou a ser tratado como uma doença que deveria ser combatida com a compra de um novo produto.

O artigo cita que as pessoas da época já usavam sabonetes de cinzas  com extratos vegetais caseiros e o aroma do sabonete era natural.  O cheiro natural dos sabonetes, assim como o cheiro natural do corpo, tornaram-se ruins e as campanhas publicitárias da época sugeriam até certa repugnância em relação ao cheiro natural dos sabonetes utilizados e agora o aroma industrializado era mais agradável e eficaz contra o cheiro natural do nosso corpo.

O desodorante veio um pouco mais tarde e tinha a proposta de exterminar o cheiro natural que existia nas axilas, eles chamavam de “mau hálito das axilas”. Como seria um produto inovador, as empresas optaram por desenvolver soluções de baixo custo que pudessem ser incorporadas no cotidiano de nós brasileiros. 

Veja o que foi falado sobre esse novo conceito criado pelas indústrias, o “Cê-Cê”:

 “A veiculação dessas campanhas contra o C.C. pode ser considerada um marco no combate a algo natural em benefício de um produto artificial, fabricado. Para eles, somente esses produtos seriam capazes de oferecer um bom cheiro, saúde, sucesso profissional e pessoal”. 

Achei esse artigo fantástico e resolvi compartilhar com vocês, vou deixar ele aqui embaixo nas referências bibliográficas, caso queiram ler ele na integra. 

O que aprendi com essa leitura foi que, desde sempre, o cheiro natural do nosso corpo é tido como algo ruim e por essa crença e padrão social somos levados a consumir produtos que causam mal a nossa saúde e ao meio ambiente, como é o caso dos Antitranspirantes.

A transpiração é essencial em nosso corpo, pois ela auxilia e regula a pressão arterial, a temperatura corporal e também elimina todas as toxinas que acumulamos ao longo de um dia, como por exemplo, um alimento industrializado que comemos, uma maquiagem convencional, e até mesmo a poluição presente nas grandes cidades.

Eu acredito sim, que se você leu esse texto todo é porque você se preocupa com a sua saúde e está atenta para as escolhas que faz. E eu acredito também que você já está preparada para consumir um desodorante natural, sem alumínio, sem triclosan e sem parabenos. 

Se ainda assim, o medo de mudar permanece, eu fiz um artigo aqui no blog contando como foi minha transição, depois de usar por mais de 10 anos Antitranspirantes e mudar de vez para o desodorante natural.

Qualquer dúvida estou por aqui.

Beijos, Isa!

 

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Referência Bibliográfica: KOBAYASHI,Elizabete; Hochman. O "CC" e a patologização do natural: publicidade e modernização no Brasil do pós- Segunda Guerra Mundial. Anais do Museu Paulista.. São Paulo. N. Sér. v.23. n.1. p. 67-89. jan.- jun. 2015. Disponível em : http://dx.doi.org/10.1590/1982-02672015v23n0103
 

 

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